14 estados e o DF têm mais de 60% dos leitos de UTI para covid ocupados

Média de ocupação no país é de 59%; Pernambuco e Goiás estão em alerta crítico

Por Léo Brasil 20/01/2022 - 22:02 hs
Foto: Redes Sociais

A taxa média de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por covid-19 no Brasil nesta 5ª feira (20.jan) está em 59%. Ao todo, 14 estados e o Distrito Federal estão com a taxa acima dos 60% e dois estão em alerta crítico, ou seja, com ocupação superior a 80%. As informações são do site CoronavirusBot, que compila dados das secretarias estaduais de Saúde.


No Goiás, a taxa é de 85,80%, de acordo com o boletim da Secretária de Saúde do estado desta 5ª feira (20.jan). São 617 leitos no total com 527 ocupados, 70 disponíveis e 20 bloqueados. Já Pernambuco, o outro estado em alerta crítico, apresenta taxa de 86,97% de leitos de UTI por covid-19 ocupados.


Com o arrefecimento da pandemia, vários estados reduziram o númedo de leitos de UTI por causa na queda das internações. Com isso, além das duas mencionadas, outros 13 unidades da Federação apresentam mais de 60% de ocupação. São eles: Maranhão (61,59%), São Paulo (61,93%), Pará (63,32%), Ceará (63,8%), Roraima (66,67%), Piauí (66,9%), Bahia (68,04%), Mato Grosso (68,59%), Distrito Federal (69%), Tocantins (69,9%), Rio Grande do Norte (73,98%), Santa Catarina (74,45%) e Espírito Santo (77,86%).


A Fiocruz, em boletim epidemiológio de 17 de janeiro, também destaca a maior presença de idades mais jovens, tanto no número de internações quanto de óbitos. Nas internações, crianças de até 2 anos ganharem destaque no fim de 2021 e início de 2022.  Para as internações em UTI parece haver uma nova forma de distribuição, em que adultos mais jovens e idosos menos longevos passam a compartilhar o perfil que mais requer cuidados intensivos.


Nas duas primeiras semanas de 2022, de 2 a 15 de janeiro, houve uma média de 130 mortes diárias por covid-19 no Brasil. A Fiocruz aponta que a campanha de vacinação alcançou resultados positivos e demonstrou a efetividade dos imunizantes, sobretudo para reduzir hospitalizações e óbitos.